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20 de Novembro: Réquiem para o Dia Nacional da Consciência Negra!
20/11/2009 - 09:44:30
Colunista: Um Fato *Almir da Silva Lima Cada vez mais os movimentos negros adeptos do racialismo vão deixando claro ter abandonado os ideais de união dos oprimidos, que foi o legado deixado pela República Livre e Popular de Palmares (RLPP) em pleno período escravista, século XVII, então liderada pelo maior herói negro da história brasileira, Zumbi. Um exemplo disso está na convocação para o próprio 20 de Novembro, Dia Nacional da Consciência Negra (alusivo à data do assassinato de Zumbi em 1695) de uma suposta mobilização pela paz, apelidada como “O grito das religiões de matrizes africanas contra a violência”. Tal “evento” que é apoiado pela Secretaria de Movimentos Populares (SEMOP) do PT-RJ, no caso, constitui uma incoerência tanto do PT quanto dos movimentos negros. Se não vejamos: É definido claramente como questão de princípios no manifesto, programa e estatuto que o PT é um partido político pluralístico e laico. Isto é, o PT em relação aos credos religiosos é leigo até pelo fato de ser integrado tanto por pessoas de variados credos, quanto por pessoas não religiosas. Essas são questões de princípios imprescindíveis para o estado (instituições do Poder Público) nos níveis federal, estadual e municipal, seja do Executivo, Legislativo e Judiciário. Tais princípios de pluralidade e laicidade também devem ser praticados por todos os movimentos sociais, inclusos os movimentos negros. Assim esse “grito das religiões de matrizes negro-africanas contra a violência” só tem sentido se for para reivindicar o constitucional direito à liberdade de culto religioso. Agora, não tem nada a ver que a SEMOP do PT-RJ faça essa ridícula, colonialista e subjetiva propaganda de que “as lideranças dos movimentos negros adeptas das religiões de matriz negro-africanas (Umbanda e Candomblé) vão clamar aos orixás (sic) pelo fim da violência & criminalidade; ou seja, vão reivindicar Segurança Pública”. Isso nos faz lembrar o período colonial no continente africano quando algumas das chamadas tribos de negros eram dizimadas pelos canhões dos europeus colonialistas, porque “achavam” que eram protegidos pelos orixás. Para nós do Movimento Negro Socialista (MNS) as reivindicações da área de Segurança Pública devem ser feitas aos governos estaduais, no caso fluminense ao governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) e ao governo federal. A propósito, sobre o governo federal que é apelidado de governo de coalizão, para nós do MNS ao invés do presidente Lula conceder audiência aos movimentos negros lhes prometendo apoio às paliativas e paternalistas leis raciais”. Apresentamos nossas reivindicações que são as mesmas do povo negro entre o povo trabalhador: Participação de professores graduados de todas as correntes do pensamento didático-pedagógico na aplicação das Leis 10.639/2003 (História e cultura afro-brasileira) e 11.645/2008 (Idem indígena), Escolas e Universidades públicas, gratuitas e de excelência na qualidade para todos e todas, Reforma Agrária de fato com imediato assentamento de 350 mil famílias de sem-terras inclusas as titulações às comunidades remanescentes em quilombos. Por conseguinte, nós do MNS reafirmamos sermos contrários ao PLC 180/2008 (cotas universitárias “raciais” para negros e indígenas) e PL 6264/2005 (Estatuto da Igualdade ‘Racial’) assim como ao apoio dado pelo governo federal à homicida política do caveirão e das balas ‘perdidas’ em meio à (in)Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, que é comandada pelo governador Sérgio Cabral Filho (PMDB) . No campo da política externa do governo do presidente Lula, também reafirmamos sermos contrários à manutenção da tropa brasileira na ocupação militar do Haiti. Haja vista, a farsante ‘missão de paz para estabilização’ (MINUSTAH) da ONU, cujo fim o MNS exige, acarretando no retorno das tropas de ocupação a começar pela brasileira, que estão a comandá-las. *jornalista – é membro da coordenação nacional do MNS. |
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JORNAL ESPORTE E SAUDE - 05-10 |